11.8.09

11.08.09

De lacunas em lacunas os pensamentos se formam...
Tanta coisa pra dizer, sem saber por onde sequer começar.

Meus amigos estão todos indo para longe. No tal do continente antigo. E caramba, eu nem falei pra eles o quanto eu vou sentir a falta deles por aqui.
Tenho sentido aquela dorzinha na barriga quando penso na FAU, quando penso que no horário de almoço, não vai ter muita gente para eu procurar como antes. Quando penso nas festas, elas vão ficar bem esquisitas. Mais esquisitas. Mais sem sentido. Quando penso que não vai ter muito mais gente pra dar uma cochilada no mesmo sofá da atlética.
Que coisa isso.
O quarto ano tá aí, quase no fim, e nós finalmente percebemos que essas são as amizades. E que daqui uns 2 anos, não vai ter FAU pra nos encontrarmos ocasionalmente, sem intenção.
E você então, que vai terça que vem!!! Seu maldito, será que você tem idéia do vácuo que se formou na minha barriga quando eu li aquilo?!?!?! Eu te admiro pra caralho por ter me dito do seu plano uma vez e ter corrido atrás de tudo pra poder ir para lá de qualquer maneira. Mas caralho, como eu vou sentir sua falta. Saber que você não estará a menos de 300 km de distância, que eu não posso pegar um ônibus qualquer pra choramingar no seu colo, vai ser foda demais. E você sabe disso. Você sabe da sua importância pra mim.
Caramba, um puta vazio no peito.
E ainda assim, dá pra ficar feliz por todos vocês.
Aliás, dá pra ficar feliz por tanta gente, por tanta coisa.
Eu fico feliz quando eu vejo o sorriso tímido do Wesley. Quando ele me dá aquele cutucãozinho no braço, pra mostrar a sua presença. E quando a Emily anda, anda, anda recolhendo todas as flô que encontra pela frente e "tó, tia". Ver todas aquelas casas, ao mesmo tempo, modificando a cara de um bairro. As histórias que os voluntários contam no fim do dia. Tudo é muito bonito de se ver. Vale cada dor muscular, cada pingo de chuva.
E você, meu nego.
É, acho que nós viramos "nós" mesmo. E encontramos a nossa paz. Foi estranho ficar tanto tempo sem te ver. E também foi estranho ver a calma que isso pode ter. A certeza que tudo isso tem me passado. Meu amor por você encontrou a calma, a paciência, o apreço. Porque o amor é importante, porra! (assim diz o lambe-lambe e a Dani)
E assim a minha vida tem tomado um rumo. Um caminho. Meu trilho não é mais acaso, é escolha, e a paisagem que eu tenho visto é a que eu queria ver.

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