10.7.09

Uma grande lacuna sem escrever.
Tá, T, eu sei que você reclamou, mas fazer o quê. Isso aqui não é máquina, não tem botão de liga/desliga. Tudo bem que ele às vezes emperra, maaaas, não é agora. Não tem sido esses dias.
É uma sexta feira, feriado prolongado para quem pode. E como eu queria poder.

To sentindo falta da galera, e essa foi a primeira vez, e eu tenho consciência disso, que eu troquei a galera por dinheiro. Simples assim. Todas as vezes que eu dei desculpas pra não ir, galera, eram esfarrapadas, eu admito (não que vocês já não tenham noção disso...), mas dessa vez foi pra valer. Pela primeira vez eu dei a desculpa que a minha mãe e meu pai sempre me dão quando eu proponho qualquer besteira. "Tenho que trabalhar."
Mas que merda é essa de ser criança e ter que fazer coisas de gente grande.
Porque eu ainda não sou gente grande! Gente grande é essa aí, que arranja trabalho no dia seguinte ao se formar! Jesus, que medo. De vez em quando, conversas com ares antigos fazem bem. Conversar com você me faz lembrar parte do que eu já fui, uma parte bem feliz. Me enche, por dentro, de um modo muito bom de sentir. Saudades das divagações baratas.

Eu estou sim magoada. E é com você. Me chatea muito o fato de você nem ter percebido que sim, eu poderia estar com a minha família nesse feriado, meu único momento "férias" que eu vou ter nesse mês. Você esquece que eu ainda sou estudante, e por direito, deveria ter férias regadas a almoço e janta da mamãe. Você esquece que eu tenho só 21 anos. Você se esquece de tanta coisa. E eu sempre tenho que ser a adulta aqui. Eu tenho que ser a compreensiva, e pior, eu sou. E isso me castiga todos os dias.

Fazia um tempão que eu não ficava só na minha companhia.

E a galera lá no Rio...

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