5.10.09

Um dia você vai olhar para mim e vai ver que tudo aquilo que um dia te encantou e te fez apaixonar foi-se com o tempo. E que todo aquele amor que sentíamos foi amenizado e apagado pelo cotidiano, pela rotina.

Meu amor, o amor nunca é pra sempre. A invenção de um novo amor, todos os dias, é que faz dele perpétuo. Hoje, talvez, ao ler isso, você já não me ame mais. Mas memórias nunca mudam de sentimento, e o que foi, sempre será.

Você me pergunta o que vem depois da paixão fulminante. Eu te digo que vem uma calma perturbante, um marasmo irritantemente insaciável. Mas é aí que, talvez, de fato nos encontremos. Talvez seja nesse ponto que descobrimos que não são necessárias declarações de amor todos os dias. Talvez até as pequenas coisas sejam esquecidas. E tudo que restará será a dependência, o costume. E é aí que eu me pergunto. Será que isso é realmente tão ruim? O amor que se sente pela família é exatamente isso, e sempre colocamos a família em primeiro lugar. E é por isso que eu me pergunto, qual o problema do cotidiano? A rotina é um passo. É a calmaria irritante, mas necessária. O desenvolver de um ser precisa enfrentar evoluções em sua vida, abrir a mente para que aceite preceitos nunca analisados sob ângulos novos.


Esquecido por aí.

Nenhum comentário:

Postar um comentário